Mostrando postagens com marcador bullying. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bullying. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2009

Bullying: agressão dentro e fora de nossas escolas

Bullying é palavra inglesa ligada a toda e qualquer agressão, física ou moral, que não tenha sido provocada. Vem de bully, que  quer dizer "valentão". Ocorre nas salas de aula de todo o mundo,  mas não somente, de forma gravíssima, de criança contra criança, adolescente contra o professor, professor contra alunos.Pode ocorrer também no ambiente de trabalho ou até  entre vizinhos, Causa estragos emocionai consideráveis. Quais são as atitudes típicas do bullying? Colocar apelidos ofensivos, bater, roubar, sujar os pertences da outra pessoa, humilhá-la, persegui-la, entre tantas outras.
Estou escolada em bullying, vocês sabem. Já contei que meu filho passou por isso, mas felizmente com ele o bullying foi "leve", já que se dirigia mais aos amigos com que brincava. Ele acabava sendo atingido indiretamente. Sofreu muito, mesmo assim. Agora imaginem aqueles que sofrem o bullying diretamente! Um amigo mudou de escola por não estar aguentando. Sente-se hoje aliviado, feliz, aprendendo!
Trabalhei com abuso sexual infantil e posso lhes dizer que bullying também é uma forma de abuso, segue os mesmos mecanismos. Como no abuso sexual, as vítimas de bullying tem dificuldade em contar que estão sendo agredidas, por vergonha ou medo. São pessoas geralmente mais passivas, incapazes de revidar a violência. Como no abuso sexual, os agressores são covardes, tem baixa auto-estima, não tem orientação em casa. Crianças abusadas sexualmente ficam deprimidas, com dificuldades de concentração, tem perda de memória. Sentem-se estressadas, acuadas, sem saída. O mesmo ocorre com o bullying. Percebem a gravidade do assunto?
Muitos suicídios já ocorreram por causa das constantes agressões. Mas, o que você acha? É fácil viver sob tamanha pressão, esperando sempre o pior de seu dia? Obviamente que o suicidio reflete o desespero das vítimas em casos muito graves de bullying.
Você, pai, mãe, educador, parou para pensar sobre isso? Ah, acha engraçado o jeito valentão de seu filho...Ah, achou seu aluninho um pouco "mal-educado", mas releva porque tem uma carinha de anjo...Entendi...Parabéns para você, adulto (i)responsável! Posso chamá-lo de co-autor do bullying?
Página esclarecdora sobre bullying é a da ABRAPIA.
Fique atento!Proteja a criança que sofre! Contribua com as boas relações na escola de seu filho. Atue! Você já parou para pensar a respeito de suas contribuições para este mundo? Comece dizendo não a violência!
Leia outros posts que irá gostar em:
O que se faz em uma hora como essa?
Crianças especiais e a equinoterapia
44 anos

sábado, 3 de outubro de 2009

O que se faz em uma hora como essa?



Meu filho tem 9 anos. Sofreu bullying na escola  por dois anos, sem me contar, porque "eles diziam que eu era filhinho da mamãe. Eu ficava com vergonha!". Lidei dois anos com o problema sem saber que era bullying. Via que meu filho sofria e não conseguia saber o motivo, até que finalmente a história se esclareceu. Nesses dois anos visitei muitas vezes a psicóloga, orientadora pedagógica e o escambau da escola. Quando foi descoberta a violência, imediatamento levamos ao conhecimento da direção da escola, eu e os pais das crianças que também passavam pelo mesmo problema.A direção da escola prometeu providências imediatas e realmente as tomou. O bullying se extinguiu. No final do ano passado meu filho começou a levantar a cabeça e a se sentir gente de novo.
Ano letivo recomeçando, em 2009, havia uma esperança na cabecinha de meu filho de que tudo seria diferente, para melhor. Ele não confessava essa esperança, mas ela era visível. No decorrer do ano formou uma turma de amigos, novos e bons amigos. Mas algo permaneceu como antes...
Gui é criança pacata, incapaz de uma violência. Se agredido, não consegue revidar. Hoje, ocasionalmente quando acontece algum episódio que lhe exige uma resposta física, ele se retrai. Não, ele não apanha mais, mas eventualmente alguém de mal com a vida o importuna. Ontem foi um dia desses. O menino pisou em seus dedos e disse que era de propósito. O mesmo menino fez um outro colega chorar (não sei detalhes do ocorrido). Esse menino é criança praticamente criada pela avó, sempre presente na escola. Os pais, nunca vi. Sei que largaram o menino aos cuidados dessa senhora e pouco se importam com ele.
Fiz o meu papel de mãe e falei com a professora para que tomasse pé do ocorrido. Soube mais tarde que meu filho e o "agressor" foram chamados para esclarecer o ocorrido. O menino disse que não lembrava!
Digo para vocês: o que se faz em uma ocasião como essa? O menino é conhecido como o "aprontão" da escola. Diz para professora que não se lembra do fato. É seu jeito de se proteger. Errado, mas é o recurso que ele tem. Como exigir dele maturidade no auge dos seus 9 anos? O que fazer se ele não tem recursos emocionais para agir de outra forma? Lembrem-se que ele não tem o olhar de seus pais...
Pergunto de novo: o que fazer? Meu filho saiu da escola arrasado novamente, porque não se sentiu protegido pela professora. Mais arrasado ainda porque tem vontade de dar um soco na cara do guri, mas não consegue. Se diz fraco. Eu lhe mostrei que fraco não é e que há outras formas de se reagir sem bater no outro. Usando a inteligência, por exemplo. Demonstrei como ele deveria falar com a professora e com o menino. Mas eu não posso exigir dele, com 9 anos de idade, depois do histórico de sofrimentos, que aja com a inteligência! Ele quer mais é perder a cabeça...
Eu vou entender se um dia Gui revidar as agressões, e confesso para vocês que vou achar até muito saudável! Por enquanto o que ele consegue me dizer é que a professora não faz nada para ajudar...O que se faz em uma hora como essa?

Se você se interessou por esse texto, poderá gostar também de:
Pérolas do Enem e do Vestibular
Fraseiro competente
Flagrantes da vida real