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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Socooorro! Criança fazendo xixi, feliz, por toda a parte!




Putz! Preciso ver a luz no final do túnel, mas tá difícil! Tá longe! O que tá acontecendo? Te digo: tô tirando as fraldas de minha filha mais nova. É, meu amigo, é xixi e cocô pra tudo que é lado! Sacomé: a guria não tá a fim de sentar no vaso sanitário, nem no penico, nem em nada. Gabi só falta dizer: nem a pau, Juvenal! Não faço nesses buraquinhos que tu queres que eu faça mãe! Nem a pau...É xixi no sofá, no edredon, na poltrona e no tapete. Só em lugares quentinhos...Já estou perdendo meu bom humor. Já não estou conseguindo mais rir da situação...Socorro!

Mas é agora ou nunca: se deixar mais um pouco a criança faz 15 anos de fralda! E, por acaso, você não conhece algum artifício "utilizável"? Já usei de tudo: levei boneca para fazer xixi junto, comprei penico que dança, já sentei junto e...nada! A loira me olha, com aquele azul profundo de seus olhos, e diz: eu não vou fazer no vaso mamãe, porque eu não quelo! E eu respondo:  minha filha, também não quero pagar o condomínio, o imposto de renda, a luz, mas fazer o que? É preciso, você me entende?

Ela não entende...Agora tá lá, no meu sofá, sem fraldas. Sim, porque ela não faz no vaso mas também não quer fraldas!  O sofá já olha pra ela de lado, meio que fugindo...Outro dia, juro para vocês, ouvi o sofá gemendo! A guria tava vermelha, suada, olhos vidrados. Quando me viu, sorriu e disse: tô fazendo cocô! E o sofá lá, gemendo!

E agora José? Já briguei, botei de castigo, fiz que não era comigo, cantei, dancei e declamei Drummond. E a guria? Bate palmas, ri e...faz xixi no chão! Pô, fazer isso com Drummond é sacanagem! Gabi, com Drummond não! Prestigia, vai!

Alguém tem uma idéia? Botar Santo Antônio de cabeça para baixo em um copo d'água não é bem para isso...Socooorrro!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Onde está Wally?

Todo mundo lembra do Wally, não lembra? Onde está Wally então?



E nessa?



E aqui?




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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O teu gato subiu no telhado...

Teu gato subiu no telhado...Uuui! Gelei! "Que papo é esse? Quem é que morreu? O que aconteceu? Foram meus filhos? Meu marido? Faaaala!". Foi o que eu consegui cuspir para fora, junto com a coca-cola que tomava, diante daquela pessoa que me olhava estranho.
- É que...o...o...
Foi o que conseguiu dizer a tal nefasta criatura. Gaguejava e não dizia mais que isso. Eu insisti, fiz pressão, sacudi, e a pessoa continuava:
- É que...o...ã...
De vez em quando variava. No lugar do segundo o, dizia simplesmente "ã".  Naqueles segundos de sofrimento, tentava decodificar "ã", mas não conseguia! Será que era algum tipo de código? "Acho que faltei essa aula enquanto estava na faculdade. Deve ser algum tipo de código de decifrar a psicologia felina, alguma coisa que agora me faz falta", pensei. O suor escorria em meu rosto e eu ali, pasma, de boca aberta, olhando para a mulher. De vez em quando a sacudia, histérica: "faaaala, faaala, se não te esgano mulher!". E nada. Só os mesmos "o...ã".
Saí correndo! Não sabia nem para onde ia, mas larguei a bolsa ali mesmo e quase ganhei o recorde dos 100 metros rasos, de tão rápido que corri. Cheguei logo  no táxi e a mulher veio junto, esbaforida atrás de mim. Muuuito atrás de mim, diga-se de passagem, porque não é a toa que pago a academia de ginástica, né meu bem! Já botava a perna para dentro do taxi quando a "preciosa criatura" me segurou.
- Não adianta mais correr, onde você vai?
"Como assim não adianta mais correr?", pensei. E continuei: "ih, desengasgou, falou alguma coisa! Coisa que não me agradou! Ai, ai, ai, ai, ai, ai,ai, ai, ai ,ai, muita calma nessa hora", falei com meus botões, se é que os meus falam, porque, como você já entendeu, falo tanto que não deixo os mesmos se manifestarem! Olhei para ela e estanquei. O choro veio em seguida. Os soluços também. O desespero também. Quanto mais chorava, mais gente parava a meu redor. Alguém me ofereceu um lenço, outro já queria me levar em casa...Em meio aos gritos e soluços, a pessoa que me acompanhava dizia:
- Não faz assim, tudo vai se resolver, para de chorar...
E eu não conseguia parar de chorar. Achava que tinha ficado viúva! Ou que algo muito grave tinha acontecido com as crianças. Talvez um desabamento na escola? De repente, não mais que de repente, toca o telefone:
-Mãe, o pai tá perguntando se pode dar pastel para as gurias....Ah, eu posso dormir na vó? Já falei com ela e ela disse que sim. Deixa mãe, deixa...
Era meu filho. Perguntando se o pai poderia fazer qualquer coisa com minhas filhas. Então estavam todos bem! O gato do telhado não era eles...Mistério...Não aguentei. Joguei minha bolsa no chão, que a essas horas já estava em minhas mãos (você se lembra que lá atrás na história saí correndo e a deixei para trás, não lembra? ), peguei a criatura pelo braço e gritei:
- Ô filhote do capeta, que gato é esse?
- É o teu porquinho da índia! Morreu...
- Porquinho? Mas não era gato? Disse, espantada. E continuei:
-E eu não tenho porquinho da índia!
A mulher soltou-se, olhou-me nos olhos com ar de espanto e disse:
- Você não é a Cláudia do Dindo?
Aí minha raiva subiu:
- Não põe meu dindo nisso! Em seguida lembrei que não tenho dindo...A coisa tava muito estranha...A senhora olhou-me mais profundamente:
- Você não é a Cláudia do Dindo?
Pronto, engasgou de novo, imaginei.
- Olha, eu sou a Cláudia "de mim mesma". Prazer!
A dona empertigou-se, sorriu amarelo e saiu de fininho. Fiquei ali, com a cara inchada, apatetada, lenço na mão. O lenço devolvi, de cabeça baixa. Umas cento e cinquenta pessoas, mais ou menos, saíram de igual forma...
Rsrrsrsr. Se non è vero...
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domingo, 18 de outubro de 2009

Todos dormem e eu não...



Pois é...Tô aqui, coisa e tal...Filhos dormindo, marido idem...E eu acordada, como sempre...Bem, pelo menos vou poder escrever em paz. A casa tá silenciosa. Tenho alguns minutos de paz, tranquilidade...Ah...Tranquilidade...Aquela tranquilidade merecida de fim de semana...Ah...Eu vou enlooooouqueceerrr sem barulho! Sem confusão, gritos, choros, vários "mamãe me ajuda" por minuto! Eu quero é mais! Agitação, turbulência, dançar na sala, brincar de pega-pega, lavar muitos chulés no banho! Cadê as crianças que não estão aqui em uma hora como esta? Estou tentando me concentrar e não consigo, caramba! Se falta barulho tem alguma coisa estranha, que não se encaixa, você não acha? Ih, rimou!
Como diz um grande amigo, confusão é ruim, mas também é bom pra caramba! Gente, eu mereço paz de vez em quando, mas quando consigo minutinhos só para mim...Falta alguma coisa! Tô aqui teclando e pensando que a casa tá silenciosa, que de repente alguém vai acordar e correr para me dar um susto, aí já fico de alerta para não ter um enfarto (meu filho adoooora se esconder para me assustar!), sabe como é...Daí já não escrevo direito esperando...Mas o susto não acontece, porque todos dormem. Voltamos ao início, então! Se todos dormem, como vou me concentrar?
Acoooorda gente! Só assim vou poder trabalhar! Acho que vou pular na cama deles, tocar o sino, ligar o som bem alto...Depois de colocar todo mundo de pé, aí sim! Mando todo mundo ficar quieto para eu poder me concentrar!

Gosta de silêncio? Então fuja dessas matérias:
Louco, eu?????
Louco, eu???? Segunda parte
Eu, filhote de coisa horrorosa???