Minha cidade está um caos! É a natureza se manifestando de maneira estrondorosa, derrubando postes, árvores, outdoors. Em minha casa tive um vidro quebrado pela força dos ventos. Levei um susto daqueles! Me imaginei imune a essas coisas. As interpéries da natureza não me assustavam particularmente, mas agora estou começando a pensar diferente...
Uma amiga teve o telhado de sua casa arrancado, dia desses. Quando chegou em casa depois do trabalho, encontrou tudo molhado. Não sobrou peça de roupa seca. Teve que se abrigar na casa de uma irmã e no outro dia recomeçar...Erguer a cabeça e recomeçar...
No meu caso o dano foi mínimo, mas me sentia segura dentro de um apartamento no terceiro andar de um prédio. Minha rua alaga se chove muito, embora localizada em bairro considerado bom para se morar. Meu prédio, antiguinho, fica no fim dessa rua, arborizada, linda! Mas, alaga. Alaga e desalaga em seguida. Nunca dura muito esse problema. No ano de 2009 foram mais ou menos uns 5 alagamentos, sem prejuízos para ninguém. Então, isso não conta. Nunca fui afetada muito seriamente pela natureza.
Hoje, enquanto levava as crianças para escola, o céu escureceu. Rapidamente. O vento começou a soprar, sem piedade. Num intervalo de poucos minutos vi duas árvores caídas em cima de automóveis e várias pessoas correndo olhando pro céu, com medo de que algo caísse em suas cabeças. Não havia como voltar, então consegui chegar à escola e deixar meus filhos abrigados. Quando saía, dei carona para uma mãe de colega, que ia para o centro da cidade. Não era meu caminho, mas fiquei com pena. Não podia deixá-la na rua com aquele tempo!
A chuva começou, então, a cair. Grossos pingos de chuva. Achei que era granizo. Claro que nenhum semáforo resistiu. Agora imaginem uma cidade sem semáforos...Nem em pesadelos! Pois levei mais ou menos 45 minutos para fazer trajeto em que não gasto mais do que 15 minutinhos. Mas, sem queixas. Com medo, mas sem queixas. Eu estava de carro, abrigada da chuva. Muitos não estão.
Jenifer, onde andará você?






