segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Loucos na internet

Outro dia passeava pela internet quando me deparei com um site macabro. Haviam fotos distorcidas, mas não parecia que a distorção era arte e sim fruto de uma mente louca, que queria criar um "clima" de terror. Havia uma cena de sexo em uma foto. Em outra, um cara da KKK.  Nada escrito. Achei de mal gosto, fruto de uma mente perturbada.

Esse cara tá aí, nas ruas, como nós, claro. Mas não te dá medo? Medo de saber que convivemos com pessoas sem qualquer tipo de repressão? Sim, repressão. Uma pessoa dita sadia reprime impulsos para poder viver em sociedade, conviver. O louco não tem repressão, ou a tem frouxa, deixando seus impulsos fluirem livremente. 
Algumas pessoas disfarçam bem. Na frente da vizinhança são pessoas tranquilas, quietas. As vezes passam por pessoas "exóticas", esquisitonas, nada mais que isso. Em casa, ou têm a conivência da família para os absurdos que praticam, ou são monstros que praticam essas mesmas atrocidades contra a própria família. Tivemos a pouco dois casos que me deixaram surpresa e que me fizeram pensar: esses homens bem que podiam ser donos do blog pelo qual passei. Me refiro àqueles loucos que sequestraram meninas e as mantiveram em cativeiro durante 20, 20 e tantos anos. Um era da Áustria e o outro dos Estados Unidos, se não me engano. Sequestraram meninas e as mantiveram em cubículos fétidos, as obrigaram a sexo, tiveram filhos com elas. Nas barbas da família, que "nada suspeitava". Eu duvido muito, é óbvio. Como uma mulher não sabe o que o marido faz no jardim da casa? Ah, ele dizia que era um passatempo! Sim, ele passava o tempo estuprando crianças em sua casa e a senhora fazendo que nada via...

Triste né? Já pensaram que essas meninas, hoje mulheres adultas, perderam suas vida? Por mais que sejam jovens e ainda tenhma muitos anos pela frente, realmente elas não viveram, não conheceram o mundo. Não exercitaram suas mentes, seus corpos, não se relacionaram, enfim...Terão que recuperar o tempo perdido, mas tempo não se recupera. Ele passa e acabou, não volta.

As moças, durante anos, não tiveram outra presença nas suas jaulas que não fosse a dos sequestradores. Não formaram vínculo com ninguém, apenas com seus algozes. Daí a Síndrome de Estocolmo, na qual a vítima de sequestro acaba, resumidamente, defendendo seus agressores, simpatizando com os mesmos, até as vias de tentar inocentá-los perante a justiça. Mas é claro! Durante o sequestro, particularmente dessas duas moças, só haviam essas pessoas com quem se relacionar. Como não desenvolver mecanismos para proteger a psiquê da percepção da realidade? Ora, se as moças parassem para pensar que estavam trancadas por loucos, sem chance de comunicação com exterior, e a situação já se extendia por anos, enlouqueceriam!

Está na moda usar um termo que acho bem apropriado para os casos citados: resiliência. A capacidade que estas moças tiveram de sobreviver ao trauma do sequestro, dos abusos, da separação da família, da criação de filhos em lugares espúrios, é digna de tirar o chapéu! A capacidade que tiveram de garantirem sua integridade física e mental apesar do ambiente adverso vale um estudo científico...

Mas falo tudo isso porque vi aquele site macabro...Aquele site de horrores...Sabe quando você enxerga a doença, escancarada, ali? Pois é...Fiquei pensando o quanto somos vulneráveis, o quanto estamos sujeitos a uma série de infortúnios...Fico pensando quantos de nós tem a capacidade de se reerguer de grandes tragédias, de sobreviver, de não enlouquecer...

O que você acha? Diz aí!

1 comentários:

Josy Nunes disse...

Oi,
Claudinha,
parabéns!Belo post, infelizmente é isso ai, a loucura está em toda parte o pior é ter que "conviver" com esses insanos sem ter a quem recorrer..
bjos e fica com Deus