quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Michael Jackson e o show que nunca iremos assistir



Não sou fã de Michael Jackson, nem chorei a morte dele. Não sou dessas pessoas que se escabelam por uma pessoa pública. Talvez chore, emocionada com a dor de um ser humano, mas é isso. Ponto. Nunca parei para ouvir  cds de Michael, mesmo tendo um, antigo. Não lembro, devo ter ouvido quando comprei, mas não tive maior interesse a não ser esse, de ouvir uma ou duas vezes. Acontece que hoje fui ao cinema assistir o documentário sobre os ensaios do show que estrearia em Londres e...fiquei de queixo caído!

Sei, tu estás te perguntando: se ela não era fã, porque foi assistir os ensaios do show? Te respondo: porque não tinha saída! Uma delicada senhora de 65 anos de idade, que por acaso chamo de mãe, me intimou. Intimação de mãe é fogo, vocês sabem! Não pude deixar de ir. Queria ver outra coisa, porque nunca tenho tempo para o cinema, mas a genitora insistia no Michael. Então fomos.

Quero dizer para vocês o que todos já sabem: ele era muuuuito competente! Perfeccionista, detalhista, olhar aguçadíssimo! Era um homem estranho e sua estranheza transparece no documentário. Caladão, quando falava o fazia suavemente, mesmo usando de ironia. Era extravagante, branqueado, plastificado um número impensável de vezes, mas era o cara!

Michael poupou a voz nos ensaios, inclusive aparece dizendo isso. Também não dançou tudo que poderia ter dançado, mas pelo pouco que fez conseguimos ter noção do que seria o show se tivesse estreado. Ele seria ovacionado, sem dúvida alguma! Haviam mil efeitos especiais, engenhocas que levantavam e faziam os bailarinos pularem, jogo de luzes e sombras.  No show iriam usar também uma técnica de filmagem em que Michael apareceria dentro de um filme antigo, contracenando com Humprey Bogart. Show de bola! Haveria um tributo ao Jackson Five e uma homenagem à família, que para mim não colou. Michael, todos sabem, era explorado por essa mesma família! Fora esse pecadilho, tudo seria perfeito! A coisa toda foi encerrada com uma alusão ao desmatamento da Amazônia e a necessidade de cuidarmos do meio ambiente, do planeta.

Se há vida após a morte, Michael deve estar cantando Beat it para os anjos e outros seres, corrigindo a postura de serafins e sendo aplaudido por São Pedro. Para lá de suas esquisitices, o cara era show!

4 comentários:

Leila Franca disse...

Oi Cláudia, não fui ver o documentário, mas eu adorava o Michael Jackson desde o tempo que ele era integrante do jackson five. Já namorei muito ao som de suas músicas, no auge de sua carreira quando eu era adolescente.Acho que as músicas dele são a trilha sonora de um pedaço da minha vida. Fiquei triste quando o vi envolvido em escândalos. Nunca acreditei que fosse possível. A mídia coloca alguém nas alturas, mas também sabe esmagar.

Luísa disse...

Claudinha,

O MJ era realmente um profissional e 'peras'! Eu não sou uma grande fã dele, mas é inegável que ele sabia fazer um espectáculo e fez algumas excelentes músicas, para além, claro, de ter marcado algumas gerações.

Os aspectos pessoais e decisões que ele tomou ao longo da vida, são discutíveis.

Beijos
Luísa

S. Levy Lima disse...

adorava ver.
não era fã mas gostava dele. e um dos cd que gravei para ouvir no carro tem o billie jean, porque adoro conduzir com esse tipo de ritmo.

bjs

João Poeta disse...

OI,Claudinha!
Gostei de ler a sua crônica.
Você fez bem em sair com a sua mãe atendendo ao seu convite.
Convite de mãe é uma ordem! EHEHE!
Até...